
23 de outubro de 2025
The Life and Times of Carlos Frederico Lecor

21 de outubro de 2025
Tertúlias Portugal - Brasil (Ep. 107) - A vida e tempos do Marechal Carlos Frederico Lecor
Tertúlias Portugal - Brasil (Ep. 107)
A vida e tempos do Marechal Carlos Frederico Lecor, Visconde da Laguna e Grande do Império
(20 de setembro de 2025)
SOBRE O TEMA
Carlos Frederico Lecor é uma figura histórica militar de grande importância para a compreensão dos tempos de grande mudança social e política entre Portugal e o Brasil dos finais do século XVIII e início do século XIX. Através do homem e do militar, conhecemos melhor os tempos em que viveu, a sociedade e o exército e as grandes mudanças que neles se operaram.
SOBRE O CONVIDADO
Jorge Quinta-Nova é professor do ensino básico e secundário, licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e pesquisador de história militar luso-brasileira, com especial foco no memorialismo militar do final do Antigo Regime e início da época liberal. É académico da Academia de História Militar Terrestre do Rio de Janeiro, através da sua delegação portuguesa D. João VI, ocupando a cadeira especial General Visconde da Laguna. O Jorge é a maior autoridade sobre o Lecor, Visconde de Laguna.
15 de setembro de 2025
Fé de Ofício do brigadeiro Jorge Frederico Lecor (1822)
“[…] Brigadeiro Jorge Frederico Lecor = Filho de Luiz Pedro Lecor = de idade de dezessete anos quando assentou praça de Cadete = Altura de cinco pez duas polgadas e seis linhas = Cabellos castanhos claros = Olhos azues = Natural de Lisboa = sem officio solteito. Sentou praça de Voluntario e jurou Bandeiras em dez de Março de mil sete centos outenta e oito no Regimento de Infantaria de Faro. Passou para o Regimento de Artilharia números dois em dezasseis de Julho de mil sete centos e outenta e nove. Foi promovido ao posto de segundo Tenente da outava companhia do Regimento de Artilharia do Algarve em sete de Outubro de mil sete centos noventa e cinco. Passou a segundo Tenente de Bombeiros do ditto Regimento em dois de Novembro de mil oito centos. Passou a primeiro Tenente da seista Companhia do mesmo Regimento por Decreto de quatorze de Outubro de mil oito centos e dois. Por Decreto de quinze de Agosto de mil oito centos e cinco foi despachado em Major, com exercício de Ajudante de Ordens de pessoa do Vice Rey, e Capitão general dos Estados da India Conde de Sazerdas ficando agregado a este Regimento no mesmo posto. Por Ordem Geral do illustrissimo e Excellentissimo Senhor Marechal Beresford comunicada em Officio do Senhor Marechal Commandante geral de Artilharia do Reyno de oito de Dezembro de mil oito centos e dez ficou com baixa neste Regimento por se achar naquele serviço. Passou a Tenente Coronel gradoado e Governador da Praça e Cidade de Damão por Patente do Vice Rey e Conde de Sazerdas dactada do primeiro de Setembro de mil oito centos e oito, e confirmada por Sua Alteza Real em dezassete de Agosto de mil oito centos e dez. Passou a Tenente Coronel effectivo gradoado em Coronel do Regimento de Artilharia de Goa por Decreto de Sua Alteza Real de dezassete de Dezembro de mil oito centos e onze. Passou a Coronel effectivo Commandante do Batalhão de Artilharia de Ilha da Madeira gradoado em Brigadeiro por Decreto de Sua Alteza Real dedoze de Outubro de mil oito centos e quatorze. Passou a Brigadeiro effectivo com o mesmo comando por Decreto de Sua Magestade de vinte e dois de Janeiro de mil oito centos e dezouto. Em lugar da observação diz assim. Fez a campanha do Rocilhon em Cadete a onde foi prisioneiro dos Francezes por espasso de nove mezes. Fez o acantonamento de mil sete centos noventa e sete em Elvas aonde esteve hum anno. Combateo com hum Corçario Francez na Costa do Algarve matando lhe cinco homens e salvando huma preza que o mesmo Corçario estava a ponto de tomar. Fez o campamento do Algarve em mil oito centos e hum passando a Praça de Castro Marim no dia em que os Hespanhoes attacarão aquella Praça, e a da Villa Real com treze barcas canhoneiras, e da lá marchou para o Alem Tejo com o resto do seu Regimento. Por esta Fe de Officio se mostra que o referido Brigadeiro tem trinta e quatro anos e doze dias de serviço completos em vinte e dois de Março do presente anno [1822] sendo os últimos cete anos quatro mezes e dez dias de Brigadeiro. E nada mais se contem no ditto assento ao qual me reporto. […]”
Fonte: Arquivo Histórico Ultramarino, AHU-CU-146-001-0023-06351
14 de julho de 2025
Carta de D. Quitéria Luísa Marina Lecor a D. Miguel Pereira Forjaz (Faro, 26 de novembro de 1819)
Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor
A bondade de VE é quem segura o perdão do meu atrevimento. Eu sou mãe dos quatro lecores que vossa excelência (VE) muito bem conhece, e até estou persuadida que eles merecem a honra da Amizade de VE, e recebendo eu carta do meu filho o tenente general barão de Laguna, atualmente comandante do exército de Montevidéu, nela me pede lhe mande seu sobrinho Cristiano Frederico Lecor Buys, meu amado neto, julgo com o plano de junto a si o fazer seguir a carreira militar, eu de boa vontade sacrifico o particular afeto que lhe tenho, só para que ele vá ser útil à pátria e a um tão benigno soberano, sendo sempre os meus sentimentos se mais filhos tivesse mais empregaria no Serviço de sua Majestade. Porém, excelentíssimo senhor, não estranhe VE que uma extremosa avó procure a segurança e o bom comado [cómodo?] da passagem de uma longa viagem, a um neto a quem adoro. Consta-me que uma embarcação de guerra se prepara para fazer viagem para o Rio de Janeiro, sendo assim vou por esta pedir a VE por graça especial a sua mercê de um aviso para o comandante da embarcação que for, lhe dar a sua passagem, só assim ficará este coração tranquilo pelo livrá-lo daquela parte do perigo de inimigo (que não é pequeno) e quando isto se encontre com as disposições de VE (o que não suponho) terei paciência – expô-lo-ei a todos os perigos, só por satisfazer os desejos de meu filho. Os meus [meios?] de ir servir a pátria e ao seu bom rei aonde dele mais // necessita. Torno a pedir a VE mil perdões pela minha liberdade, por uma parte, pelo excessivo afeto ao viajante, e por outra pelo meu natural patriotismo.
Sou com todo o respeito
De VE
Muito atenta veneradora [?] criada
Faro, 26 de novembro 1819
D. Quitéria Luiza Marina Lecor
Illmo. e exmo. Sr. D. Miguel Pereira Forjaz
Respondeu-se-lhe que não haveria dúvida em que fosse na Vasco da Gama.
Em 2 de dezembro 1819.
Fonte
Arquivo Histórico Ultramarino, AHU-ACL-CU-065, Caixa 2, Documento 1030
Maria Leocádia Leonor nasceu a 3 de setembro de 1744, em Portimão, filha de Nicolau Krusse, mercador de Hamburgo, e de D. Catarina Maria Buys. Casou com Luís Pedro Lecor em Lisboa, no bairro de Santos, a 3 de fevereiro de 1761.
Deste casamento nasceram Carlos Frederico, em 1764, João
Pedro, em 1766, António Pedro, em 1768, e Jorge Frederico e Maria Leocádia
Leonor. Algures na década de 1770, foi viver para Faro. É de crer a forte
possibilidade do seu marido ter falecido algures nesta altura (ou saído da vida
da esposa e família), porque carece de presença na vida pública das redes
familiares dos Krusse, Buys e Lecor no Algarve. Tinha 75 anos à altura da
carta.
Cristiano Frederico Lecor Buys, neto de D. Quitéria, nasceu
a 22 de julho de 1797 em Faro, filho de João Pedro Buys e de Maria Leocádia
Leonor Lecor (filha de D. Quitéria e irmã dos “quatro lecores”). Em 1822 era
cadete, tendo servido no Exército brasileiro até à sua morte em 1882, reformado
no posto de major. Tinha 22 anos à altura da carta.
23 de setembro de 2022
1798: Combate Naval em Vila Real de S. António (Jorge Frederico Lecor)
Relativamente a Jorge Frederico Lecor, que faleceu fez ontem 200 anos (22 de Setembro de 2022), relembrei-me de uma fonte que me foi passada pelo geneologista Dalmiro da Mota Buys de Barros acerca de uma pequena ação naval costeira que este oficial comandou em 1798, quando era 2.º tenente (hoje, seria alferes) da Artilharia de Faro. Passo a citar:
“Saiu armado para proteger uma canhoneira “Lobo”, que tinha vindo do Porto (13.10.1798) para consertar (em Faro) até à barra de Vila Real de S. António, com guarnição diminuta. Observou que vinha vindo uma embarcação pequena mais ou menos a uma légua, porém, armada em corsário inimigo, vindo este perseguindo um caíque que esperava maré para entrar na barra, carregado de amêndoas. Persuadido que era corsário inimigo, procurou-o à força de remos e, a certa distância, viu tratar-se de um corsário francês. Firmou a bandeira e flâmula com um rito de peça e principiou o combate, ativo de metralha. O corsário, não menos ativo no seu fogo, fazia para abordagem mas não conseguiu, apesar de superior em tripulação, e fugiu após uma hora de combate. Continuou na diligência de que estava encarregado e, chegando à barra de Vila Real, no dia seguinte, veio ali a notícia de ter o corsário entrado no porto de Guelba [Huelva] com cinco homens gravemente feridos”.
O tipo de ação é relativamente comum, com oficiais do exército a comandarem pequenos barcos armados para a proteção da costa. É o caso do futuro Almirante Ferreira Lobo, na Bahia da década de 1780, no combate aos contrabandistas, ou do Sebastião Pinto de Araújo Correia, na ria de Aveiro. São formas de alguns oficiais se destacarem pela sua coragem e espírito de liderança, assim como um certo nível de desembaraço e improvisação, conseguindo por vezes vitórias surpreendentes. A fonte é da Biblioteca Nacional, Manuscritos. C. 539,9, num atestado do general John Shadwell Connell dos serviços prestados por Jorge Frederico no regimento de infantaria n.º 14 (Tavira) e em Artilharia n.º 2 (Faro).
Imagem: Foz do Rio Guadiana e Vila Real de S. António, retirado da Wikicommons, em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Guadiana_Mouth.jpg
28 de junho de 2020
Alguns Documentos Primários acerca da Tomada de Caiena (14 de Janeiro 1809)
Deus Guarde a V. Ex. Cayenna, 21 de Janeiro de 1809
Ill.mo e Ex.mo Senhor Tenente General Jozé Narcizo de Magalhaens de Menezes, Governador e Capitão General do estado do Pará, e da Guyanna
O Tenente Coronel Manoel Marques.
Está conforme ao original
O Secretario interino do Governo
Giraldo Jozé d'Abreu (...)
Pormenores da Tomada de Caiena, a dia 4
Foi assignada a Capitulação de Cayenna a 12 de Janeiro deste anno de 1S09 por Victor Hugues, General Francez , e pelos Commandantes acima nomeados Yeo, , e Marques.
Éffectuou-se a entrada das nossas Tropas em Cayenna a 14 de Janeiro. Conduzia no centro dellas o triunfante Estandarte Real José de Figueiredo Aragão e Vasconcellos, Cadete Granadeiro do 1. ° Regimento de Linha do Pará , o qual teve a distincta honra de o arvorar no Castello da Cidade; acto que foi applaudido com repetidos vivas a S. A. R , e vinte e hum tiros d'Artilheria. Espera-se que alli por largos séculos tremule a mesma Real Bandeira, para honra de DEOS, gloria permanente do PRINCIPE REGENTE N. S., e grandíssimas utilidades da Nação Portugueza.
In: José Eugénio de Aragão e Lima, À Tomada da Cayenna pelas Tropas do Pará - Ode, Rio de Janeiro, imprensda Régia, 1810
Parte Oficial do Captain James Lucas Yeo, em carta de 15 de Janeiro, um dia após a entrada oficial em Cayenna
[4JAN1809] On the 4th inst. it was determined by Lieutenant-colonel Mattoel Marques and myself, to make a descent on the east side of the island of Cayenne. Accordingly all the troops were embarked on board the small vessels, amounting to 560, and 80 seamen and marines from the Confiance, and a party of marines from the Voador and Infante brigs.
I am sorry to add, that Lieutenant John Read, of the royal marines, a meritorious young officer, was mortally wounded, as also one sesman and five marines badly. The French captain and commandant, with three soldiers, killed, and four wounded. The major had the same success: the fort mounting two brass nine-pounders and forty men ; two of the enemy were killed. The entrance of the river being in our possession, the signal agreed on was made, and by noon all were disembarked. At the same time I received information of General Victor Hugues having quitted Cayenne, at the head of a thousand troops, to dispossess us of our posts.
On arriving at Grand Cane [Degrad-de-Cannes], I perceived two other batteries about a mile up the river, on opposite sides, and within half gun-shot of each other: the one on the right bank called Treo, on an eminence commanding the creek leading to Cayenne; the other, at the opposite side, at the entrance of the creek leading to the house and plantation of General Victor Hugues, and evidently erected (or no other purpose than its defence. At three o'clock I anchored the Lion and Vinganza cutters abreast of them, when a smart action commenced on both sides for an hour; when finding the enemy's metal and position so superior to ours, the cutters having only four-pounders, and many of our men tolling from the incessant shower of grape-shot.
I therefore requested, for the sake of humanity, be would not attempt to defend a place not tenable; but that I was determined, if he made a useless resistance in defending a private habitation, against which I gave him my honour no harm was intended. I should consider it as a fortress, and would level it to the ground. The enemy's advanced guard allowed the flag of truce to approach them within boats length; then tired two vollies at them, and retreated. I then landed; but reflecting it was possible this outrage was committed from the ignorance of an inferior officer, I sent Lieutenant Mulcaster a second time, when on his approaching the house, they fired the field-piece at him.
Finding all communication the, way ineffectual, yet wishing to preserve the private property of a general officer, who was perhaps ignorant and innocent of his officer's conduct, i sent one of the general's slaves to the officer with the same message, who returned with an answer that anything I had to communicate must be in writing; at the same instant he fired his field-piece as a signal to his troops, who were in ambush on our right in the wood, to fire, keeping up a steady and well-directed fire from his fieldpiece at the house.
It was my intention to have advanced with my fieldpiece; but finding he had made several fosses in the road, and the wood being lined with musketry, not a mini of whom we could see, and the field-piece in front, I ordered ours to be thrown into a fosse, when our men, with cheers, advanced with pike and bayonet, took the enemy's gun:
As we received information that about 400 of the enemy were about to take possession of Beauregard Plain, on an eminence which commands the several roads to and from Cayenne, it was determined. between the lieutenant-colonel and myself to be before hand with the enemy, and march our whole force there direct.
It is with pleasure I observe, that throughout the expedition the utmost unanimity has prevailed between the Portuguese and British, and I have myself experienced the most friendly intercourse with Lieutenant-colonel Manoel Marques.
The conduct of Captain Salgado of the Voader in the post I assigned him was that of a zealous and energetic officer, and I feel I should do him an injustice were I to withhold my testimony of his merit. I must also acknowledge with satisfaction the services of Lieutenant Joze Pedro Schultz, who landed the Voador's marines, and indeed every individual belonging to the Portuguese squadron.
It has always been with the highest gratification to my feelings, that I have had to mention the good conduct of the officers, seamen, and marines of the ship I have the honour to command, but during the whole course of any service I loan never witnessed such persevering resolution as they have displayed from the commencement of the campaign to the reduction of Cayenne.
To my first lieutenant, Mr. William Howe Mulcaster I feel myself principally indebted for the very aisle support I have received from bins throughout, though it was no inure than I expected from an officer of Isis known merit in the ben ice.
In: James Clarke & John MacArthur (ed.), The Naval Chronicle, Volume 21, Janeiro-Junho 1809, Camdrige University Press, pp. 337-339
13 de outubro de 2019
Casamento com D. Rosa, 3 de Dezembro de 1818, Montevideu
"En tres de Deciembre de mil ochocientos diez i ocho; El Dr. D.n Damaso Antonio Larrañaga Cura Vicario. Juez Eclesiastico de la Iglesia Matriz de Montevideo, Delegado general por el S.r Governador del Obispado en todo este Estado Cisplatino, Comendador de la Orden de Christo, &, &. Certifico en cuanto puedo i ha lugar en derecho que en el día tres de Deciembre del mil ochocientos diez i ocho, desposé i casé por palabras de presente según rito de Nuestra Madre la Iglesia Catholica Romana al Ilmo i Exmo Señor Capitan General i Baron de la Laguna D.n Carlos Federico Lecor, con la Ilma y Excm.a D.a Rosa de Herrera, natural de esta Ciudad, hija de legítimo matrimonio del Sr. D.n Luis Herrera i de la S.ra D.a Gervasia Basavilbaso: Siendo testigos dicha D.a Gervasia i D.n Franco Muñoz i es para los fines que les convenga les doi á su solicitud este Certificado: Montevideo. Febrero once de mil ochocientos veinte i dos. DAMASO ANTONIO LARRAÑAGA.
- Esta copia concuerda en todo con el Original que el referido Sr.Vizconde i Baron de la Laguna me presentó por manos de su Capellán el P. D.n Buenav.ª Borras Lector en Sagrada Theologia del Orden Cister.. en el dia trece de Febrero de mil ochocientos veinte i seis i por verdad: Con indisposicion i comision del S.r Cura i Vicario D.n Damaso Antonio Larrañaga lo firmo como Theniente de Cura de esta Iglesia Matriz de la r eferida Ciudad de Montevideo. Fecha ut supra. - Fermín Bouquete Azuan".(Archivo de la iglesia Matriz, "Libro 1.º/de/Matrimonios/empieza/en Mayo de 1819": Montevideo).
"Rio Janeiro 6 de Diciembre de 1936 [sic].
Mi querida hermana
Mucho te agradezco el interés q.e tomas en mi desgracia. El estado en q.e ha quedado mi corazón és ciertamente digno de lástima mi cara Inés, yo quería mucho al Visconde y era por el idolatrada, ¿que mas podía apetecer ni q.e me podrá hoy consolar? Mas en fin, querida Amiga, esto mismo me alivia, porq.e nunca puede ser una Muger tan querida sin merecerlo; así pues, la idea de haber hecho su felicidad, me conforta, y el cariño de ustedes me hará pasar el resto de mi vida conforme y tranquila.
Estimo mucho el estado de buena salud de mis sobrinitos, (Juan José, Luis Pedro, María, y Alfredo de Herrera y Perez) así como el cariño q.e has sabido infundirles hácia mi. Los hijos de mi hermano (Luis) siempre serían muy caros a mi corazón querida Inés, mas siendo estos tambien tuyos, tienen mucho mas derechos a mi cariño, y te aseguro, q.e siento por ellos un afecto q.e no te puedo explicar, así como el deseo de conocerlos y abrazarlos.
Entre tanto que no llega ese dia, dispon como gustes dela verdadera amistad q.e te profesa tu Hermana y antigua Amiga, ROSA"
(Archivo particular de la señora Manuela de Herrera de Salterain, Montevideo)











